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Uveíte pode ser confundida com outras doenças oculares em pets

11 ABR 2019 - 00H00 | ATUALIZADA EM 10 ABR 2019 - 11H28

A uveíte é a inflamação da úvea, tecido intraocular rico em vasos sanguíneos e células do sistema imunológico. A úvea anterior é compreendida pela íris e corpo ciliar e a úvea posterior pela coroide. De acordo com a médica-veterinária que atua na Oftalmologia do Provet e do Hospital Animal Care Ipiranga, Verena Voget, a uveíte anterior é a inflamação da íris e corpo ciliar. Já a uveíte posterior é a inflamação da coroide e, consequentemente, também da retina, pois ambas estão intimamente associadas anatômica e funcionalmente. Por isso, a uveíte posterior é frequentemente denominada coriorretinite.

De acordo com ela, os motivos de uveíte são diversos. As causas podem ser divididas entre locais e sistêmicas de uveíte. Exemplos de causas locais de uveíte são o trauma ocular e outras doenças no próprio olho, como catarata, úlcera de córnea e neoplasia intraocular. Causas sistêmicas são doenças infecciosas (seja por vírus, bactéria, fungo ou parasita, por exemplo), autoimunes, metabólicas, neoplásicas sistêmicas ou metastáticas. “Quando a causa da doença não é encontrada, denomina-se uveíte idiopática. Nos cães e gatos é o tipo mais frequente. Como a uveíte idiopática melhora com o tratamento à base de anti-inflamatórios, ela é comumente referida como uveíte idiopática/imunomediada”, explica Verena.

Tanto para cães como para gatos, os principais objetivos do tratamento da uveíte são: diminuir a inflamação, minimizar sequelas, diminuir a dor e preservar a visão. Os agentes utilizados para esses fins são os midriáticos, corticoides tópicos (em alguns casos corticoides sistêmicos) e anti-inflamatórios não esteroidais. “Caso a uveíte esteja relacionada à doença sistêmica, deve-se tratar a doença em questão, além dos agentes citados previamente”, orienta.