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CRMV-SP avalia o atual perfil dos profissionais da medicina veterinária

Por conta do mês do médico-veterinário e pelos 50 anos da regulamentação da profissão, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP, São Paulo/SP) compilou alguns dados que permitem conhecer melhor o perfil dos profissionais que atuam na área.

Para compreender quem são e o que fazem os médicos-veterinários foram analisados dados oficiais que constam na base de registros do CRMV-SP, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV, Brasília/DF) e do Ministério da Saúde (MS, Brasília/DF), além de informações obtidas por meio de uma pesquisa realizada pelo regional com 1.505 profissionais. Também foram utilizados dados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado em 2016.

Atualmente, há 33.375 médicos-veterinários em atuação no Estado de São Paulo, conforme registro do CRMV-SP (maio/2018). Destes, 5.135 atuam como responsáveis técnicos (RT’s). Fora a capital, que concentra 37,6% dos profissionais, a cidade com o maior número é Campinas (5.792), seguida por Ribeirão Preto (2.700). As mulheres são maioria no mercado de trabalho, correspondendo a 60,4% dos profissionais atuantes no Estado. Os dados demonstram ainda que mais de 72% dos veterinários da região têm idade entre 25 e 44 anos.

Especialização é tendência. O registro de títulos de especialista em áreas da Medicina Veterinária e Zootecnia foi normatizado pela Resolução CFMV Nº 935/2009. Entre as especialidades com título válido pelo CFMV e com renovação obrigatória a cada cinco anos, destacam-se a Homeopatia e a Acupuntura. Ambas foram habilitadas em 2014 e contam, atualmente, com 12 profissionais especialistas no Brasil.

Vale destacar, também, a Oncologia, que possui três profissionais aprovados na prova aplicada em 2017 pela Associação Brasileira de Oncologia Veterinária, com apoio do CRMV-SP. Os médicos-veterinários aprovados, todos de São Paulo, aguardam a homologação do título de especialista pelo CFMV.

Outra vertente que demanda cada vez mais profissionais da Medicina Veterinária é a Saúde Pública. Um exemplo é a crescente participação de médicos-veterinários no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Em 2016, segundo dados do Ministério da Saúde, 114 médicos-veterinários atuavam em equipes do NASF de 19 Estados brasileiros. Em junho deste ano, havia 159 profissionais da Medicina Veterinária contratados pelos NASF’s em 23 estados, sendo 15 deles em São Paulo.

Perfil do egresso. Conforme dados do Enade, a maioria (66%) dos alunos que concluiu a faculdade de Medicina Veterinária em 2016 cursou o Ensino Médio em uma escola particular, sendo que 8,7% deles fizeram um curso médio profissionalizante antes de ingressar na graduação. Dados da mesma pesquisa mostram que 47,4% dos estudantes de Medicina Veterinária tinham renda familiar acima de quatro salários mínimos. Já entre os alunos de Zootecnia, esse índice era de 26,6%.

Atuação e perspectivas. Dentre os profissionais que responderam à pesquisa, realizada entre junho e julho deste ano, 34% disseram atuar na clínica de pequenos animais. Na sequência, foram citadas as áreas de Saúde Pública (4,6%), Clínica de Grandes Animais (3,3%) e Laboratório de Diagnóstico (3,4%). O setor de ensino é o campo de atuação de 2,2% dos veterinários participantes do levantamento.

Os profissionais autônomos correspondem a quase 40% dos médicos-veterinários que responderam ao questionário. Cerca de 20% são funcionários com carteira de trabalho assinada e 13,6% informaram serem proprietários de estabelecimentos veterinários. Mais de 36% disseram ter uma baixa expectativa em relação ao futuro na profissão. A valorização profissional, o ensino da Medicina Veterinária no Brasil e os rendimentos financeiros foram apontados pelos profissionais como sendo os fatores de maior preocupação. Por outro lado, 74,2% classificam como razoável ou boa a evolução da profissão nos últimos 50 anos. 

Fonte: Cães e Gatos Vet Food