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HVM: câmara hiperbárica para uso veterinário chega ao Brasil

17 JUL 2019 - 00H00 | ATUALIZADA EM 17 JUL 2019 - 17H47

Julho, 2019

A coluna mensal ‘Conversa de Mercado’ tem como objetivo trazer os mais recentes investimentos e movimentações do setor, aumentando o conhecimento sobre os concorrentes, especulações de mercado e ações das principais companhias.

Este mês apresentamos Jean Robert Malek, executivo da HVM Brasil, empresa com sede nos Estados Unidos. A marca é a principal distribuidora e operadora de câmaras hiperbáricas específicas para uso veterinário no mundo. No Brasil, a tecnologia é inédita e chega ao país para revolucionar as opções de tratamentos para os pets.

Jean Robert Malek

Executivo da HVM Brasil, Jean Malek possui um longo histórico comprovado de trabalho na indústria de atacado e manufatura. Hábil em negociação, empreendedorismo, pesquisa de mercado, gestão e liderança, Malek tem formação profissional em desenvolvimento de negócios com MBA focado em Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Internacional, da LIU Post.


Entrevista

Qual foi o faturamento da empresa em 2018 e quantos (%) esperam para 2019?
A receita da HVM em 2018 foi superior a R$ 4 milhões, e esperamos um crescimento de 30% em 2019.

Como a novidade foi recebida pelo mercado no Brasil? Há expectativas de negócios no país?
A HVM Brasil replicará a entrada no mercado utilizando a mesma fórmula que usamos nos EUA. Nossos técnicos e educadores qualificados trarão décadas de experiência no campo veterinário. Nós poderemos oferecer veterinários qualificados com uma câmara e educá-los sobre como usá-los sem qualquer gasto de capital. A instalação terá a capacidade de ajudar seus pacientes e gerar receita sem ter que gastar grandes quantidades de capital.

Poderiam explicar como funciona o equipamento?
As câmaras hiperbáricas permitem que um paciente seja tratado com oxigênio 100% de grau médico sob pressão. Um paciente é colocado na câmara, e a câmara é, então, pressurizada com oxigênio a 100% para 2 ou 3 atmosferas durante cerca de 30 minutos. Para melhor entendimento, em 2 atmosferas, o paciente está com uma pressão equivalente a 10,3 metros abaixo da água. O paciente então respira 100% de oxigênio (em vez dos 21% de oxigênio no ar). Normalmente, a maior parte do oxigênio que circula no corpo é transportada pelos glóbulos vermelhos chamados de hemoglobina. O oxigênio hiperbárico dissolve qualquer oxigênio extra no plasma, permitindo que ele atinja o tecido comprometido. O total de oxigênio transportado aos tecidos é cerca de 10 vezes maior do que o ar respirável ao nível do mar.

Quais são os benefícios do uso da câmara hiperbárica no tratamento animal? O que ela pode tratar?
A oxigenoterapia hiperbárica é usada para tratar qualquer condição que seja hipóxica, isquêmica e inflamada, como por exemplo: tratamento de feridas, traumatismo medular (lacerações, contusões, hematomas, hérnias tipo III); lesões vasculares do SNC (Sistema Nervoso Central), como AVC (Acidente Vascular Cerebral) e AIT (Acidente Vascular Intermédio Transitório); pancreatites; queimaduras; cirurgia reconstrutiva; doenças neurológicas degenerativas, como mielopatia degenerativa, doença degenerativa do disco intervertebral (Hansen I e II); entre outros.

Como está o mercado de equipamentos para medicina veterinária hiperbárica no Brasil? E no mundo?
No Brasil, a oxigenoterapia hiperbárica é uma modalidade muito nova. Existe apenas uma clínica no país que oferece OHB. Globalmente, a HVM tem mais de 60 câmaras localizadas nos EUA, Europa, Austrália e Nova Zelândia. Nossas câmaras realizaram mais de 100 mil tratamentos com grande sucesso.

Qual é o número anual em investimento e desenvolvimento da empresa?
A HVM investe quantias substanciais de dinheiro em estudos, educação e pesquisa para entender melhor a OHB.

Possuem escritórios ou plantas no Brasil? Se não, pretendem abrir uma filial no país?
A HVM estabeleceu a HVM Brasil, que é nossa base de operações em Curitiba, no Paraná.